SEIS EM CADA DEZ CONSUMIDORES FAZEM COMPRAS POR IMPULSO NA INTERNET, APONTA PESQUISA CNDL/SPC BRASIL
- luizalina68
- 10 de nov.
- 3 min de leitura

Mais da metade dos consumidores brasileiros, um total de 62%, admitem realizar compras não planejadas pela internet, um hábito que, apesar de trazer satisfação imediata, leva quatro em cada dez (40%) a gastar mais do que podiam. Segundo uma nova pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, a consequência direta desse consumo impulsivo é o impacto financeiro: 35% dos entrevistados já contraíram dívidas ou atrasaram o pagamento de cartão de crédito e contas essenciais por causa desses gastos, evidenciando o dilema entre o prazer momentâneo da compra e o risco de descontrole orçamentário.
Alto índice de compras não planejadas
A pesquisa, realizada em junho de 2025 com homens e mulheres com 18 anos ou mais que fizeram compras online nos últimos 12 meses anteriores a pesquisa, aponta que entre os consumidores que admitem que compram por impulso na internet, 10% afirmam que fazem "quase sempre", 15% "frequentemente" e 37% "às vezes".
Apesar do elevado percentual de compras por impulso, a maioria dos consumidores demonstra uma percepção de controle sobre seus gastos. Cerca de 62% acreditam ter um comportamento de compra equilibrado, enquanto apenas 15% reconhecem comprar mais do que deveriam.
Estímulos e categorias de produtos
Os principais estímulos que levam às compras por impulso online são as ofertas e a conveniência:
Promoções: 54%
Frete grátis: 45%
Ofertas de novos produtos/lançamentos: 25%
Descontos com tempo limitado: 22%
Avaliações positivas de outros consumidores: 19%
As categorias de produtos mais compradas por impulso são:
Roupas, sapatos e acessórios: 44% (com destaque feminino)
Cosméticos, perfumes e beleza: 32% (também com destaque feminino)
Comidas e bebidas por delivery: 28%
Itens para casa (decoração, cama, mesa, banho): 27%
“Os resultados mostram que as compras por impulso se consolidaram como parte do comportamento digital, potencializadas pela facilidade do acesso e pelos gatilhos de urgência nas plataformas online. É preocupante que, mesmo com a consciência da necessidade de um consumo equilibrado, tantos brasileiros estejam gastando mais do que podem e, pior, contraindo dívidas no cartão de crédito – o que pode rapidamente se tornar uma bola de neve”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Impactos financeiros e emocionais
As consequências financeiras do consumo por impulso são notáveis: 40% dos entrevistados já gastaram mais do que podiam em compras online não planejadas. Como resultado, 35% contraíram dívidas ou deixaram de pagar contas. Os principais atingidos foram:
Cartão de crédito: 20%
Outras contas diversas: 10%
Serviços de internet: 6%
No âmbito emocional, após a compra, os sentimentos se dividem:
Positivos: Satisfação/felicidade (28%) e bem-estar consigo mesmo (14%)
Negativos: Indiferença (19%), arrependimento (15%) e medo de não conseguir pagar as dívidas (15%)
Quase metade dos entrevistados, 49%, percebe os gatilhos emocionais que os levam a comprar, sendo os principais: felicidade intensa/comemoração (18%), necessidade de recompensa (14%) e desejo de poder, pertencimento ou prazer (13%).
A pesquisa mostra que sete em cada 10 consumidores (72%) já tentaram reduzir as compras por impulso online. Neste caso, 57% tiveram sucesso e 14% não conseguiram.
“O consumidor precisa ficar atento às tentações que surgem a todo instante na internet e nas redes sociais. A Black Friday, por exemplo, é um momento de grande oportunidade para o consumidor, com o varejo investindo pesado em ofertas e estratégias de comunicação. No entanto, é justamente o alto impacto de ofertas e a pressão para a compra imediata que tornam este um período muito favorável às compras por impulso. Não podemos cair na tentação de promoções que comprometam o futuro financeiro. A prioridade máxima deve ser evitar compras por impulso e, acima de tudo, se manter vigilante para não comprometer o orçamento e cair na inadimplência ou no atraso do pagamento das contas”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.
(Fonte: CNDL/Foto: Freepik)














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