INADIMPLÊNCIA BATE RECORDE HISTÓRICO NO PAÍS E ATINGE 74,31 MILHÕES DE CONSUMIDORES EM MARÇO, APONTA CNDL E SPC BRASIL
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O Brasil atingiu em março a maior marca de inadimplência da história, com 74,31 milhões de brasileiros com cotas em atraso. O dado faz parte do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Este volume representa 44,42% da população adulta brasileira. A variação anual observada em março deste ano ficou abaixo da observada no mês anterior. Na passagem de fevereiro para março, o número de devedores cresceu 0,92%.
O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 4 a 5 anos (36,54%).
“O recorde de inadimplência não é apenas um problema individual, mas um freio no motor da economia nacional. Quando uma parcela significativa da população sai do mercado de consumo e perde o acesso ao crédito, interrompemos o ciclo de circulação de capital. O risco imediato é um aumento no custo do crédito para todos, já que o setor financeiro eleva as taxas para compensar as perdas com os calotes. Sem medidas robustas de socorro e renegociação, corremos o risco de uma estagnação prolongada nas vendas do varejo e de serviços.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Dívidas por região, faixa etária e gênero
A maior concentração de devedores está entre 30 e 39 anos, somando 18,12 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (53,45%) da população nesta faixa etária está negativada. A distribuição é equilibrada, com leve predominância feminina: 51,40% mulheres e 48,60% homens.
Observando os resultados por região, o Norte apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 9,73%, seguido pelo Sul (9,25%), Sudeste (8,97%), Centro‐Oeste (6,71%) e Nordeste (6,60%).
Em março de 2026, cada inadimplente devia, em média, R$ 5.044,65. Além disso, cada devedor possui dívidas com cerca de 2,31 empresas credoras.
Os dados ainda mostram que quase três em cada dez consumidores (29,79%) tinham dívidas de valor de até R$ 500, percentual que chega a 42,23% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.
“A inadimplência recorde expõe a urgência de políticas de educação financeira estruturantes. Precisamos capacitar o consumidor para que ele entenda o custo real dos juros compostos e aprenda a diferenciar o consumo essencial do crédito facilitado. Sem uma base educativa sólida, o consumidor limpa o nome hoje, mas volta a se endividar amanhã, mantendo o país em um ciclo eterno de vulnerabilidade financeira.””, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.
Em março de 2026, o número de dívidas em atraso no Brasil teve crescimento de 17,31% em relação ao mesmo período de 2025. O dado observado em março deste ano ficou abaixo da variação anual observada no mês anterior.
Na passagem de fevereiro para março, o número de dívidas apresentou alta de 1,65%.
Abrindo a evolução do número de dívidas por setor credor, destacou‐se a evolução das dívidas com o setor de Água e Luz com crescimento de 27,28%, seguido de Bancos (17,26%), Comunicação (14,82%) e Comércio (2,14%). Em termos de participação, destacou‐se a evolução das dívidas com o setor de Água e Luz com crescimento de 26,32%, seguido de Bancos (16,70%), Comunicação (12,51%) e Comércio (2,34%). Em termos de participação, o setor credor que concentra a maior parte das dívidas é o de Bancos, com 66,39% do total. Na sequência, aparece Água e Luz (10,63%), o setor de Outros com 9,08% e Comércio com 8,49% do total de dívidas.
Na abertura por região em relação ao número de dívidas, a maior alta veio da região Norte (19,14%), seguida pelo Sul (17,57%), Sudeste (17,24%), Centro‐Oeste (14,35%) e Nordeste (13,67%).
Em termos regionais, o maior percentual de inadimplentes está na região Centro‐Oeste, onde 47,99% da população adulta está incluída em cadastros de devedores.
Por outro lado, na região Sul, a proporção de negativados equivale a 40,18% da população adulta.
(Fonte: CNDL/Foto: Freepik)









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